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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Um novo conceito para a chuva

Orkut fechado e Msn no ocupado. Tudo pra me concentrar aqui.

Naquele dia, na praia, durante aquela chuvarada, muitos pensamentos me cercaram.
Eu, mesmo estando encharcada e com a sensação de estar mijada, simplesmente amei aquele toró. Parecia que eu estava me purificando, lavando a alma. Poderia até dizer que me senti como uma fênix, renascendo das cinzas, mas isso não seria correto. Então me considerei como uma cobra. Não pelo fato de ser megera. Não, isso não, porque eu não sou. Mas é que num período da sua vida, a cobra troca de pele e está pronta para viver mais uma etapa. E foi exatamente o que senti.
Abri os braços. Dei aquele belo sorriso e senti a chuva (em grande volume) bater no meu rosto. E conforme ia caminhando, sentia como se uma névoa acinzentada ficasse para trás, deixando as mágoas e tristezas para trás. Tempo de purificação.

Daí começa a parte em que a Liziane viaja. Desde pequena sempre ligava a chuva com algo nada parecido com que seja. Já me disseram que era mijo dos anjos e por isso detestava tomar banho, afinal, seria mijo canalizado através da ducha; já me disseram que São Pedro estava fazendo faxina, etc. Mas se pararem para pensar, com tudo o que está acontecendo, eu chego a pensar que sejam lágrimas. De quem? Não sei. Talvez da Mãe Natureza. Talvez das pessoas que estão sofrendo na guerra contra o Iraque. Talvez da dor de ter um parente que está participando deste 'evento' ou de ter perdido um. Julgarei então como a dor do mundo.

Eu sei muito bem que a chuva é a água que evapora dos rios, mares e lagos, sobe pra atmosfera se condensa e precipita, mas eu detesto essas explicações científicas e exatas. Detesto muito! Por isso eu viajo. Acho que é um jeito de se conscientizar; de pensar que aquilo tem um fundamento maior. Repito mais um vez em um post que nunca fui tão ligada ao meio-ambiente, as catástrofes que acontecem nem nada, até achava divertido, pois me lembravam filmes de ação, mas já está comprovado que a cada ano que passa tudo tende a piorar.

E nós teremos que arcar com as conseqüencias. E alguém sofre por isso. Eu sofrerei, você sofrerá, eles sofrerão. Recebi estes dias sobre a 3º Profecia de Fátima. Quem quiser eu mando depois. Mas aquilo faz com que você pare e pense no que acontece no mundo e no que você está cometendo.
Mas essas gotas de chuva pertencem a nós também: aos nosso problemas, brigas, revelações que marcam um ferida profunda, mais tarde ela se transformará numa cicatriz e nos fará aprender só de olhá-la.

Eu escrevi um nome na areia, perto do mar e o suficiente de uma área bastante úmida para ser apagado, porque muitas vezes antes eu já pratiquei esse ritual e deu certo. E escrevi várias vezes, para que o efeito fosse mais rápido. Fiz várias promessas a minha pessoa. E hei de cumprí-las.
Para finalizar, conclui que com essa minha 'viagem pelo mundo da Liziane', com tudo isso que aconteceu, tanto comigo quanto com o mundo, é que
"Um homem pode acabar com a vida de alguém. Um homem pode acabar com o mundo."

Pense e reflita. Apenas isso.

Até. ;*~

Um comentário:

Marina Lima disse...

A chuva realmente tem o poder de purificar a alma.

Concordo em gênero, número e degrau!

Abraço.

:)