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segunda-feira, 11 de junho de 2007

Como um carangueijo

22:30.
Malditas colchas que me fazem espirrar. Bem que me disseram que faz bem sacudí-las de vez em quando. Maldito edredom que não esquenta. Aquele sol é apenas um enfeite.
Vira para um lado, vira para o outro. Raios de sono que não vem. Pega o celular e olha: 23:50.

Se rezar ao menos adiantasse.
Começa a rezar, mas nenhuma palavra faz sentido. Não adianta rezar.
Nem contar carneiro. Vira para o outro lado e começa a pensar. No quê? Na vida. Sempre na vida.
Naqueles que se foram, nos que permanecem e nos que chegam.
Lembro então do site de horóscopo em que diz que os cancerianos gostam muitam de sonhar, e que vivem o passado ao invés de aproveitarem o presente. Lembro de ter dado um sorrisinho e concordado. Mas por que sorrir? Imagina se eu casasse e só um mês depois eu me ligasse nisso. O.O
Para aqueles que se foram, boa sorte.
Aos que permanecem, 'vocês são guerreiros, hein?'
Aos que estão chegando, fiquem. Minha armadura é apenas um fachada. Não sou tão grossa e fria como pensam.

Pensar na vida pode ser ótimo, mas ao mesmo tempo, te mata. Por quê? Porque desejos impossíveis são apenas desejos, sonhos, nada mais. Viver nesse mundo que te faz triste só em pensar, vai te matando aos poucos. Então eu paro de pensar, tento novamente dormir.
Cara, isso que dá ficar sem fazer nada o dia inteiro. Então, finalmente, me escondo nas cobertas, finjo que estou dentro do meu casco de carangueijo. Minto ao dizer que o mundo foi destruído por uma bomba nuclear e que sou a única sobrevivente. Rio após pensar nesse texto maluco que acabo de escrever. Durmo após entender que depende de mim estar protegida de tudo...inclusive de você.
Ha-ha. ;)