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sexta-feira, 30 de maio de 2008

Vai sem duvidar...mas se ainda faz sentido vem...

Eu queria muuuuuuito saber por onde começar, mas a respostas é ÓBVIA: DO COMEÇO! Dãã. ;P

Bom, vamos dizer que isso seja uma confissão, okay?
E me deixei levar por muita coisa. Meu relacionamento tinha terminado e eu estava...feliz, aliviada, porque não estava mais me fazendo bem. Pude voltar a fazer tudo o que gostava antes e não agradava o ex. Voltei a ver meus seriados, a conversar com meus amigos, incluindo o mais importante deles. Alguém que eu já gostava algum tempo, entretanto não pretendia admitir pra que não custasse mais uma amizade destruída por causa das minhas paixões.Um mês depois, estávamos namorando. Cara, eu estava vivendo um conto de fadas (primeiro erro, porque isso não existe. Só a vida real existe). O que era até bom mas só no primeiro mês. Eu quis levar isso pro segundo, porque...ah meuuuu, era bom demais e eu sempre gostei disso. Daí que aconteceu: me transformei na "Lizzy namorada"... Criticar e me arriar no namorado? Não. Achava tudo lindo e maravilhoso e bem... não era mais a Lizzy de sempre. Deveria ter continuado a mesma com um pouco de dengo e manha? SIM! Isso é o certo.

Quando eu percebi que estava perdendo-o, meu Deus, eu enlouqueci. Fiquei mais carinhosa, aceitava tudo numa boa, tentava não discutir e não arranjar motivo pra briga (que era o que ele maaais queria)...enfim, virei uma dona de casa dos anos 50, com um vestido meia canela, perfumada, cabelo feito, de avental todo cheio de fru-fru e um conjunto de brincos e colar de pérolas à espera do marido. Não devia ter feito isso. Mas foi o medo. O que é que eu poderia fazer? Eu já sei a resposta, não precisam me dizer. O que eu quero é te fazer entender que talvez poderia ter dado mais certo se eu não tivesse agido com o instinto de proteção que tenho; se tivesse sido mais realista e visto que não era o conto de fadas e tooooda aquela perfeição. Não queria que se enjoasse de mim. Guardei todo o ciúmes pra que não achasse que era uma namorada ciumenta e possessiva (o que eu era, mas não queria te sufocar, e acabei fazendo isso). Agora, eu acredito que isso aconteceu. Perfeitos? Não éramos, não somos e nem seremos. A sintonia era a única. Porém, depois de tudo isso, nem ela era mais.

Também não estou dizendo que a culpa inteira foi minha. Só que o intuito aqui não é julgá-lo, pois estou longe de ser Deus para fazer isso.

O que eu quis dizer com todo esse texto gigante, do qual eu duvido que você leia, é que só agora eu consegui assimilar isso; principalmente aceitar. Até então estava iludida e convenhamos, isso não é bom pra ninguém. E...ai cara, eu diria muuuitas coisas mais, mas prefiro guardá-las.
Meu desejo é manter a nossa amizade. Meu objetivo é fazer de tudo pra que volte a ser como antes. Se voltarmos a namorar, melhor. Se não, então não. Amigos pra sempre, certo? Foi um bom aprendizado para ambos. Mas para que talvez TUDO ISSO dê certo, eu preciso me afastar; me desligar da tua vida. Eu te jurei que não voltaria a me afastar de ti, só que eu preciso.

Eu te agradeço pelos bons momentos, as risadas, as arriadas, aqueles olhares que me faziam entender qualquer coisa, os abraços que me faziam sentir completamente segura e livre de qualquer mal. Agradeço por tudo. A hora de levantar e seguir em frente chegou. Estudar pro vestibular, conhecer novas pessoas, voltar a namorar (quem sabe?). Não posso renegar a minha vida porque nós não demos certo. Eu queria? Sim... e COMO! Você foi um bom amor e ainda bem que tive a oportunidade de estar contigo. Não morreria sem antes saber como seria. Pero... terminó.

Como diria Nando Reis: Guardar lá dentro o amor não impede que ele empedre mesmo crendo-se infinito
E como diz o título da música: Quem vai dizer tchau? Creio que sou eu.

Tchau, Maw.

;*

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