"Estreia hoje, em Portugal, "Capítulo 27 - O assassinato de John Lennon", sobre a morte do ex-Beatles, mais de um quarto de século depois e após a libertação do assassino. Aí está a dramatização da morte do lendário músico e compositor.
A 8 de Dezembro de 1980, o Mundo foi abalado pela morte de John Lennon. Os Beatles, separados meia dúzia de anos antes, não mais se reuniriam. Mas a morte de Lennon, inelutável como a de qualquer ser humano, mesmo os que atingem a dimensão do mito, não foi natural, como seria a de George Harrison, anos mais tarde, vencido pela doença. Lennon foi assassinado, à porta de casa, por um fã psicopata. Um dos encontros mais trágicos, no mundo do espectáculo, entre as estrelas e aqueles que, por vezes, não sabem conviver com a paixão pelos seus ídolos.
Com base no livro de Jack Jones, "Let me take you down", o argumentista e realizador Jarrett Schaefer assina "Capítulo 27 - O assassinato de John Lennon", mostrando-nos como foi a vida de Mark David Chapman, nos dias que antecederam o puxar de gatilho fatídico, em frente ao apartamento nova-iorquino onde Lennon vivia com a companheira, Yoko Ono, para muitos uma das principais causadoras da separação dos "quatro de Liverpool".
O filme é, pois, mais sobre o assassino do que sobre Lennon. Mais do que um filme sobre a vida de Lennon, que não o é, trata-se de um filme sobre a sua morte e de quem a provocou. Um ensaio sobre a obsessão, sobre os tortuosos caminhos da mente, sobre o poder dos media, sobre a falta de privacidade das pessoas famosas, sobretudo daquelas que, antes da fama, querem, acima de tudo, ser pessoas.
De um ponto de vista mais místico, poder-se-ia falar de um filme sobre o destino, que cruzou aqueles dois seres naquele dia, naquele momento. Um caminho cujo cruzamento se tecia há alguns dias, com a chegada à cidade de Mark David Chapman. Fugindo de um passado de que pouco vimos a saber? Em rota de colisão com o seu ídolo? Cumprindo um desígnio mais insuspeito, forjado na sua obsessão pelo livro "Catcher in the rye", de J. D. Salinger?
A grande questão que se coloca ao filme, sobretudo ao êxito da sua "empreitada", é a de saber se os fãs de Lennon quererão saber o "porquê" da morte do seu ídolo, se é que alguma explicação racional poderia alguma vez ser dada para tão irracional acto, ou se preferem recordar a sua imagem viva e, sobretudo, o seu extraordinário legado, como compositor e intérprete, associado à esmagadora maioria das canções dos Beatles e a uma não menos genial carreira a solo, tão prematuramente interrompida.
Antes:

Depois:
E a REALIDADE!

Mas que ficou igual, ficou!

All we are saying is give peace a chance.



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